Navegando no Aquário

Tinha desistido há um tempo de ler poesia contemporânea, cansado das tentativas dos “poetas” de emaranhar palavras numa teia com o propósito de não dizer nada. Sem entusiasmo, então, peguei “O Aquário Desenterrado”, de Samarone Lima, e fui surpreendido muito positivamente. Trata-se de um livro maduro, como todo livro que trata de forma sublime sobre a infância. Não há hermetismos, uma busca por metáforas que não metamorfoseiam nada. A poesia aqui encontra sua principal função: dizer muito com pouco, economizar palavras e prodigalizar sentidos.

O poema “O Elefante Azul” em particular causou-me forte impressão. Nunca tinha visto texto que traduzisse de maneira tão profunda as diferenças e semelhanças entre a mentira e a imaginação. Ou como a mentira inocente deve acompanhar o ser humano em sua busca pelo sentido de sua vida.

Que o elefante azul nunca caia do galho de nossa infância.

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