Mais um trecho de Quebra Cabeças

(…) passa a retirar livros aleatoriamente das estantes. Borges estava muito próximo da verdade quando imaginou o paraíso como uma espécie de biblioteca. Não nutre um amor platônico pelos livros. Não são apenas suas ideias que lhe interessam. Sente a volúpia dos sentidos, a alegria de tocá-los, sentir a textura do papel, o cheiro, observar em seus mínimos detalhes as capas, a encadernação. Sente-se feliz ao organizá-los por coleção, nacionalidade, gênero, ordem cronológica. A eternidade consiste em viver um momento como se o tempo não existisse. Esquecido do tempo, vive aqui sua provisória imortalidade.

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