Sete coisas que aprendi

O projeto sete coisas que aprendi é bem interessante. Alexandre Lobão publicou as sete que achei mais relevantes no blog dele (http://dicasdoalexandrelobao.blogspot.com.br/2014/10/7-coisas-que-aprendi-com-amancio.html), e eu reproduzo abaixo:

Leia muito, o tempo todo, desesperadamente, e sinta dor na consciência por não poder ler tanto quanto deveria e gostaria. Um escritor que não lê passa a mesma credibilidade de um médico fumante ou um nutricionista gordo, com o agravante de que os outros podem saber muito, embora não utilizem pra si, enquanto o escritor que não lê não sabe escrever e não tem a mínima noção da escrita como profissão.
Tenha disciplina. Esse é um conselho que tento dar a mim mesmo todos os dias, embora raramente eu o acolha. Disciplina é fundamental. Sentar e escrever (ou escrever em pé, ou deitado, se for melhor pra você). Quando não conseguir dar continuidade ao livro, pesquisar, ler, fazer resumo dos próximos capítulos, detalhar diálogos.
Estude muito sobre tudo. Consulte dicionários de várias línguas, enciclopédias. Não escreva sobre uma flor antes de saber tudo sobre ela. Estude muito para escrever, e principalmente depois de ter a obra pronta, para as revisões. Mas tente sempre esconder o quanto estudou. O leitor não precisa saber que você leu dez mil páginas para escrever um capítulo. O livro tem que fluir diante do leitor de forma natural, como se não tivesse exigido nenhum esforço de sua parte. Estude ainda mais sobre o mercado editorial.
Depois de concluída a primeira versão do livro, deixe-o na gaveta um bom tempo, entre seis meses e um ano. Você poderá perceber com mais facilidade os erros gramaticais e as inconsistências quando tiver esquecido o texto escrito. Não deixe por um tempo muito grande, ou esquecerá os objetivos do que escreveu, a essência que queria dar ao texto.
Procure leitores críticos e agradeça cada crítica recebida. Muitos pretensos escritores não querem submeter seus textos sequer à crítica do próprio editor. São esses que enchem o mundo de péssimos livros e geram a noção em grande parte acertada de que edições autopublicadas são ruins.
Pense no leitor. Não escreva apenas para si mesmo. Se você quer ter a escrita como profissão, deve entender que nenhum profissional visa a si mesmo. O médico deve fazer o que é melhor para o paciente, e não para si. Pensar no leitor não significa escrever livros da moda e tentar virar bestseller escrevendo qualquer porcaria. Significa saber que a comunicação exige compreensão e retorno. Se o leitor que você quer é inteligente, escreva livros inteligentes, mas evite ser pedante. O leitor não se emocionará com um parágrafo que não passa de um jogo de palavras vazio. O máximo que acontecerá será um sorriso sarcástico ou seu livro jogado contra a parede.
Procure uma editora que ganhe dinheiro vendendo seus livros para leitores, e não para você mesmo.

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