Memórias sentimentais de Martín Santomé

Em A Trégua Mario Benedetti nos permite acesso ao diário de Martín Santomé, funcionário do setor de contabilidade de uma empresa de peças, viúvo, solitário pai de três filhos cuja maior ambição é aposentar-se agora que chega aos cinquenta.
Através da ótica do mais comum dos homens, em meio ao Uruguai de meados do século vinte, o leitor percebe como a vida de cada passante pode ser prenhe de fatos fascinantes em meio ao aparente despropósito e tédio da vida.
Tédio esse que será abalado pela chegada da funcionária Avellaneda, que passa a mexer em sentimentos que Santomé imaginava enterrados com sua esposa falecida há vinte anos. Sua relação se desenvolve rapidamente de uma desconfiança por trabalhar com uma mulher até uma paixão que o leva a um comportamento adolescente de dedicar várias páginas do diário apenas a ela.
Às preocupações de cunho existencial somam-se outras mais práticas, como o medo de ser chifrado por uma mulher muito mais jovem e a busca por uma reaproximação com os filhos. E, é claro, a pergunta que permeia toda a narrativa: o que fazer com o ócio?

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