História sem fim

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O artigo indefinido no título da história da Leitura de Alberto Manguel indica os caminhos que seu autor pretende percorrer: veredas incertas, errantes como os olhos do leitor vagando por estantes que, embora familiares, sempre guardam surpresas, mesmo que sejam as da redescoberta.

Sempre que quero ler sobre livros, os argentinos se sobressaem: leio agora El Último Lector, de Ricardo Piglia e La Vuelta Completa, de Saer, como sempre volto a Borges, Cortázar e Manguel, e sinto que não estou só.
Manguel lança mão de sua paixão pelos livros para criar tópicos deliciosos, como as histórias da Leitura do futuro e do roubo de livros, além de capítulos tristes como o dos livros proibidos.
Como todo bom bibliófilo, em muitas passagens deixa evidente que, quando se trata de livros, muitas vezes a informação está em segundo plano.
O leitor sai dessa história com uma paixão renovada e uma lista ainda maior de futuras leituras, numa busca pela construção da própria história da Leitura.